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A influência da iluminação na musculação

Frequentar academia, por saúde ou por estética, requer muita disposição. Quem quer praticar exercícios com afinco passa por muitas provações até chegar no local da malhação: o happy hour com os amigos, o tempo frio, a sexta-feira à noite. Por isso, não há dúvidas entre os especialistas, da importância do projeto luminotécnico em academias. “A luz é essencial para a ambientação, pois como nem sempre as atividades físicas são feitas com prazer, ela pode oferecer a sensação de bem-estar e conforto”, diz a arquiteta e lighting designer Neide Senzi.

Segundo ela, luzes acima do nível ideal ou que geram pontos de luz nos olhos das pessoas – principalmente quando estão fazendo exercícios deitadas com a barriga para cima (abdominais, por exemplo) – podem abalar o emocional do aluno. “O controle do ofuscamento é muito importante, porque a luz não pode ferir os olhos”, afirma Neide, que recomenda o uso de luminárias que “escondam” a lâmpada e promovam iluminação indireta (voltada para o teto). O uso de difusores também é uma boa opção.

Resumindo, os exercícios físicos proporcionam prazer através da produção do hormônio endorfina, e quando eles são praticados em academias é importante que a iluminação dos ambientes tenha sido pensada para criar momentos agradáveis e estimulantes. Portanto, esteja atento aos tipos de iluminação para academia não ser um lugar monótono e cansativo.

A luz está relacionada à liberação de energia, produtividade e empenho. Atividades como musculação precisam de iluminação intensa, pois quanto mais claridade, maior a disposição para malhar. Como nem sempre as atividades físicas são feitas com prazer, a iluminação também pode oferecer a sensação de bem-estar e conforto.

Levando em conta que a grande maioria das academias abrem muito cedo e fecham bastante tarde, a tecnologia LED é uma forte aliada da economia de energia, além de reduzir os custos de manutenção. Conheça 10 fatos interessantes sobre o LED.

 

Iluminação para academia

De acordo com Neide, o projeto luminotécnico varia de acordo com o ambiente da academia, pois deve acompanhar as tarefas que nele são realizadas. “A luz de um vestiário é completamente diferente da luz de uma sala de spinning, que, por sua vez, não é a mesma da área de musculação”, ressalta.

A luz está relacionada à liberação de energia, produtividade e empenho. Assim, algumas atividades como musculação e natação precisam de iluminação mais intensa, pois quanto mais claridade, maior a disposição para malhar.

Para não errar, basta pensar: quanto mais escuro o ambiente, mais relaxado o aluno ficará; quanto mais claro, mais pique terá. “Isso é comprovado. fazemos uma analogia com a luz do Sol. O dia é propício às atividades físicas, enquanto a noite ao relaxamento”, explica a lighting designer. Veja a seguir, dicas de como iluminar algumas salas:

 

Salas de Yoga e pilates

Essas atividades exigem concentração, portanto a iluminação deve ser controlada para promover a sensação de sossego e relaxamento. Neide recomenda a luz mais amarelada (morna). “Nessas salas, os alunos poderiam se exercitar com uma vela acesa, à meia-luz”, brinca. Iluminância ideal = 300 Lux.

 

A iluminação deve ser controlada para promover a sensação de sossego e relaxamento. (foto: Reprodução/Tecnisa)

A iluminação deve ser controlada para promover a sensação de sossego e relaxamento. (foto: Reprodução/Tecnisa)


 

 

Sala de spinning

A iluminação cênica é bastante utilizada. Nesse caso, a luz acompanha a música para dar um ar teatral à aula e incentivar o aluno a pedalar. “Pode-se instalar estrobos, globo de espelhos e refletores para transformar a sala numa boate; o aluno entra no ritmo da balada enquanto pedala”, compara o arquiteto Eduardo de Castro Mello.

Neide explica que há vários sistemas para a troca de cor: ela pode ser programada ou manual (o professor altera com um controle remoto). “Hoje, é possível mudar a cor da sala até com o iPhone. Um aplicativo é ligado à informação da fonte de luz e a um aparelho de radiofrequência wi-fi que conecta todas as luzes da sala. Lá fora, já é usado há mais ou menos um ano, mas aqui no Brasil esse sistema ainda é novidade”, conta Neide. Iluminância ideal = acima de 500 Lux.

 

A luz acompanha a música para dar um ar teatral à aula e incentivar o aluno a pedalar. (Foto: Reprodução/Mantra)

A luz acompanha a música para dar um ar teatral à aula e incentivar o aluno a pedalar. (Foto: Reprodução/Mantra)


 

 

Salas de musculação, lutas, dança e exercícios aeróbicos

Musculação e atividades cardiovasculares são atividades que consomem muita energia (nos mexemos mais e, consequentemente, transpiramos mais), portanto, a iluminação deve ser mais intensa (luz branca). “A sala de musculação não pode ser escura para não dar sono e não gerar cansaço.

Ela precisa parecer um ambiente de trabalho, um escritório”, recomenda Neide. Nas salas de dança também pode ser usada iluminação cênica. Iluminância ideal = acima de 500 Lux.

 

A sala de musculação não pode ser escura para não dar sono e não gerar cansaço. (Foto: Reprodução/Interconectada)

A sala de musculação não pode ser escura para não dar sono e não gerar cansaço. (Foto: Reprodução/Interconectada)


 

 

Piscina

A área para prática de natação deve ser bem iluminada. Recomenda-se que as lâmpadas sejam colocadas fora da projeção do tanque de água para evitar acidentes caso caiam e também para facilitar a manutenção. “Imagina ter que colocar uma escada dentro da piscina para trocar a lâmpada?”, diz Mello.

O arquiteto sugere ainda o uso de rebatedores (projetores que jogam a luz em refletores – que podem ficar sobre a piscina – para que reflita na água). Iluminância ideal = de 600 a 800 Lux.

 

A área para prática de natação deve ser bem iluminada. (Foto: Reprodução/Drucker)

A área para prática de natação deve ser bem iluminada. (Foto: Reprodução/Drucker)


 

 

Luz natural é sempre válida

Nem sempre é fácil aproveitar a luz natural em academias por conta da disposição das salas. Por isso, Mello sugere o uso de tubos que tragam luz externa para ambientes internos. “Com eles é possível trazer uma luz difusa para uma sala que esteja afastada da fachada”, indica o arquiteto.

E alerta para a questão do ofuscamento: “Não adianta nada quebrar uma parede e colocar uma janela, se o sol entrar direto. Iluminação não é sinônimo de raios solares”. Neide concorda: “A luz natural implica na entrada de calor ou alta intensidade de luz no ambiente. Não faz sentido aproveitar a luz natural, mas precisar instalar um sistema de ar-condicionado potente, que consome muito mais energia que a iluminação”, opina a arquiteta.

Neide defende a mistura de luz natural e artificial, principalmente na sala de musculação e na piscina. “Quando entrar luz natural, a artificial pode ser reduzida (ou até mesmo apagada) e vice-versa”, observa.

 

Nem sempre é fácil aproveitar a luz natural em academias por conta da disposição das salas. (Foto: Reprodução/MASB)

Nem sempre é fácil aproveitar a luz natural em academias por conta da disposição das salas. (Foto: Reprodução/MASB)


 

 

Recomendações

Uma iluminação apropriada não só influencia na aura do ambiente, como também proporciona segurança aos usuários para evitar acidentes. O ideal é investir em um projeto luminotécnico com um profissional, que aplicará a norma NBR 8995-1 e garantirá as melhores soluções de iluminação personalizadas a cada espaço. Para instalação, recomendamos contratar um eletricista em Joinville para realização do projeto com segurança e qualidade.

     

Fonte: FL, Aecweb, Golden

     

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